domingo, 24 de maio de 2009

Nada de tudo.......tudo de nada

O excesso e a falta de sono
já não me deixam saber (sabes tu?)
quando durmo ou quando estou acordada

Como o dia fosse noite e a noite dia fosse
(as estrelas viram sóis e sol
transforma-se numa única lua
com a frieza da sua clareza)

Sem saber mais

Nada de nada...........tudo de nada
talvez já não me esqueço do que quería esquecer
( eras tu? )
nem das noites em que passei acordada
contigo ou sem tidos
momentos que vi morrer e nascer
(assim como beijos que nascem e morrem ao serem dados)
na noite que nasce apenas de madrugada

nada de de tudo........tudo de nada
o excesso e a falta de ti
já não me deixam sentir ( sabes tu?)
quando os beijos caem sobre mim
como chuva a tentar penetrar
a pele de minha alma (onde os arrepios fazem-me perceber a sua beleza)
a escorregarem pelo corpo a transformar-se na lama das memórias passadas

nada de nada...........tudo de nada
talvez já não me esqueço que o sol pode
secar algumas gotas (eras tu?)
transformá-las em vapor
para que eu as respire
como respirei um dia o ar da tua boca
(neste dia a chuva era música e velas faziam de estrelas para nós)
transformá-las em beijos de memória que já não esqueço
nada de tudo...........tudo de nada

Haidji

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